
O homem se diz sapiens, mas por outro lado lhe falta a sapiência, pois a pobreza de um país só pode ser combatida quando se promove o desenvolvimento. No entanto, os modelos de desenvolvimento utilizados pelo ser humano até os dias atuais sempre tiveram como conseqüência a agressão ao ambiente. Parece, então, haver uma forte contradição entre desenvolver, por um lado, e proteger o ambiente, por outro.
Tem-se difundido, há algum tempo, o conceito de desenvolvimento sustentado. A idéia é mais ou menos esta: o ambiente pode e deve ser aproveitado, em beneficio da população que vive nele. Esse aproveitamento, contudo, deve ocorrer de forma muito cuidadosa, com o máximo de preservação, sem causar os danos que os modelos atuais de desenvolvimento têm causado. Nesse caso, o tamanho da população numa determinada região e o uso dos recursos naturais deveriam se limitar aos níveis que não ultrapassam a capacidade do meio, ou seja, que o ambiente suporta.
O sucesso dependeria da compatibilidade de dois fatores que sempre pareceram oposto: o crescimento econômico e a preservação ambiental.
E a pergunta que não quer calar, seria mesmo o homem sapiens?



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